Amorim recorre ao seu baralho para vencer o jogo

Islam Slimani festeja um dos golos marcados na partida

Créditos: Fotos da página de Facebook do Sporting

Numa noite fria em Lisboa, mais precisamente no Estádio José Alvalade, o Sporting enfrentou o Arouca, naquele que seria um jogo importante para tentar encurtar distâncias ao líder isolado do campeonato: o Porto.

O Sporting apareceu em campo com o seu já habitual 3-4-3, com a estreia de Dário Essugo no meio-campo, aos 16 anos. Já o Arouca alinhou também no seu habitual 4-3-3. Sistemas estes que dependendo dos momentos defensivos e ofensivos foram sendo desmontados e montados novamente ao longo do jogo.

A primeira parte começou a todo o gás e o Sporting viria a marcar cedo, aos 8 minutos, por parte do sensacional Pablo Sarabia, após um forte momento de pressão de Slimani para recuperar a bola, contudo, o lance viria a ser anulado por fora de jogo do internacional espanhol. Aos 22 minutos, destaque para Dário Essugo que, ao demonstrar uma forte harmonia na identidade de jogo dos leões, após uma pressão alta e forte recupera o esférico e passa a Nuno Santos que, de forma artística, por pouco não colocou os leões em vantagem ao deixar o guarda-redes arouquense pregado ao chão após picar uma bola.

Nesta primeira parte ainda foi possível verificar a constante troca de faixas entre Bukia e Antony, os homens que procuravam acrescentar largura ao jogo do Arouca. Na realidade, a equipa comandada por Armando Evangelista foi muito difícil de ser batida e tudo graças às dinâmicas e à ideia que transportou para o jogo: na saída de bola do Sporting os médios ajudavam o trio da frente na pressão (foi possível verificar o capitão Pedro Moreira muitas vezes neste tipo de ações), sendo que após esta fase ultrapassada a equipa assumia uma postura de 5-4-1 sem bola, podendo muitas vezes se desmontar num 5-3-2, consoante os momentos do jogo.

Antes de terminar estes primeiros 45 minutos ainda viria a haver uma oportunidade para cada lado. Aos 36 Slimani por pouco não marcou, após um lançamento de Adán que apanhou toda a defesa do Arouca de surpresa, inclusive o guarda-redes, e que teve na figura de Basso o seu herói ao cortar uma bola que seguia o caminho da baliza. Já aos 38 minutos, David Simão num desvio curto testou à atenção de Adán que correspondeu com uma defesa.

Já no início da segunda parte, e na necessidade de fazer tombar a organização do Arouca, Rubén Amorim recorreu ao seu banco para modificar o rumo do jogo. Assim sendo entraram em campo Porro, Ugarte e Paulinho para o lugar de Ricardo Esgaio, Dário Essugo e Rubén Vinagre, respetivamente. A alteração viria a correr na perfeição pois Paulinho viria a acrescentar capacidade de segurar o jogo na frente, assim como de mais um elemento capaz de pressionar na frente, Ugarte viria a ser decisivo no processo de transição defensiva ao investir em constantes subidas no terreno para recuperar várias posses de bola e Porro ao atribuir a já habitual largura dos alas leoninos acompanhado do seu ataque da profundidade. Seria num pontapé de canto (aos 46 minutos) batido pelo próprio ala internacional espanhol que Slimani de forma irrepreensível desviaria de cabeça para o fundo da baliza de Victor Braga.

Não muito tarde (51 minutos) uma jogada feita à medida e cheia de velocidade em que Nuno Santos viria a combinar com Paulinho, esta acabaria por ser metida para o centro da área onde surgiria o avançado argelino, Islam Slimani, para encostar e bisar na partida.

Depois do 2-0 o Arouca foi arriscando para chegar ao segundo golo, muitas vezes até com uma marcação homem a homem, o que permitiu ao Sporting aproveitar os espaços no meio-campo defensivo dos arouquenses para criar muito perigo. No final dos 90 minutos o placar não viria mais a alterar e o Sporting viria a bater o Arouca por 2-0.

Uma nota especial para o grande jogo de Sarabia e de Slimani. Ambos correram muito, porém, um destaque ainda maior para a entrega do avançado argelino. Este foi incansável ao gerar sempre uma enorme pressão nos seus adversários e ao florescer novamente no futebol português com um fabuloso jogo de costas para a baliza, naquilo que é um verdadeiro trabalho de avançado.

Não esquecer ainda do grande futebol apresentado pelo Arouca que, orientado por Armando Evangelista, mostra ser uma equipa coesa tanto no momento de organização defensiva como ofensiva, deslumbrando principalmente com bola ao, através daquele trio no meio-campo, tentar sempre trocar a bola de forma simples e eficaz para progredir no terreno.

Deixe um comentário