
Créditos: Fotos da página de Facebook do Porto
Um bom espetáculo de futebol foi aquilo que se viveu na final de tarde deste domingo na mata-real com uma casa cheia a ver um duelo entre Paços e Porto terminar com seis golos. A partida seria vencida pelos dragões, por 4-2, que seguem líder isolados e invictos do campeonato com mais seis pontos que o segundo classificado Sporting.
O Porto entrou neste jogo com um 4-3-3, cujo sem bola se ajustava num 5-4-1, isto à imagem do que se passou em Alvalade. Por sua vez o Paços de Ferreira de César Peixoto surgiu num 4-2-3-1. Os castores, comandados pelo antigo jogador do Porto, apresentaram boas ideias de jogo, à semelhança daquilo que César Peixoto tenta sempre transmitir às suas equipas, sobre o qual os seus ideias de jogo partem por fazer circular a bola e tendo como arma: a capacidade de construir a partir de trás. Uma mentalidade muito interessante, da qual eu sou afeto, no entanto, contra o Porto de Sérgio Conceição pode ser muito prejudicial face à forte pressão que estes exercem com os homens da frente, algo que veio a se comprovar em mais que uma ocasião com o decorrer do jogo.
Dentro dos golos marcados pelo Porto houve algo que foi fortemente visível: os vários desequilíbrios de Vitinha e a forte parelha que Taremi e Evanilson criam, assim como, no lance do segundo golo, a perda de bola dos jogadores do Paços Ferreira, neste caso Fernando Fonseca ao sair a jogar. Fator vital para este claro domínio no jogo foi o equilíbrio que o meio-campo dos dragões demonstrou. Um especial apreço à entrega de Uribe que apesar de não participar muito com bola entrega tudo no momento de “destruir”.
Quanto aos golos do Paços de Ferreira estes acabam por ser dois lances geniais de Antunes e Gaitán, o primeiro ao lançar uma bola cruzada que desvia de toda a defensiva portista para surgir Juan Delgado e finalizar para o primeiro golo; já o segundo, num lance em que virá o centro de jogo e desmarca-se para a área a tempo de finalizar para o segundo dos pacenses. Dois lances de grande critério, mas que carecem muito de falhas defensivas da defesa portista, por exemplo, com a má abordagem de Wendell em ambos os lances, isto ao não acompanhar o movimento dos seus adversários diretos, neste caso Delgado e Gaitán. Foi um jogo com várias oportunidades principalmente depois do 3-1. Um Paços mais exposto permitiu ao Porto ir construindo um leque de jogadas perigosas, através de várias combinações a um ou dois toques do meio-campo para a frente – uma marca do Porto de 2021/2022 e que encanta não somente os adeptos do Porto, mas sim todo o simpatizante do futebol. As mecânicas, as constantes movimentações e fluidez do jogo do Porto fazem com que assistir a futebol seja um momento de encanto e verdadeiro lazer.
