
Créditos: Fotos retiradas da página do Facebook do SC Braga
Num jogo de poucos remates e, respetivamente, de poucos golos, o Sporting de Braga venceu o Rangers por 1-0. O golo dos minhotos foi apontado por Abel Ruiz e tem um peso importantíssimo numa eliminatória a duas mãos que define a passagem às meias-finais da Liga Europa.
Perante um adversário sempre difícil, cujo a cultura futebolística provém de um futebol muito físico, o Braga fez uso da sua alcunha – os guerreiros – e levou de vencida uma turma que apesar de muito combativa demonstrou dotes de cultura de uma prática também ela voltada para o aspeto técnico.
Ao olhar para o sorteio e, após esta primeira mão, muitos poderão achar que o sorteio foi amigável para o conjunto português. Mas em que ponto? Numa fase tão avançada do torneio dificilmente se chega a este tipo de decisões por mero acontecimento do destino e, os homens liderados pelo internacional holandês Van Bronckhorst, têm muito mérito pela forma como deixaram pelo caminho o sempre difícil Borussia de Dortmund e o Estrela Vermelha. Estamos a falar da mesma equipa que, orientada por outro técnico, mas com a mesma base, em 2019/2020 fez a vida negra ao Porto na fase de grupos da Liga Europa e que, mais tarde, viria a eliminar o próprio Braga nos 16 avos-de-final.
Esta é uma eliminatória que, muito devido ao resultado curto, está muito longe de estar terminada. O Ibrox é um estádio com um ambiente único, vibrante e que por momentos pode aterrorizar a equipa adversária e, em contrapartida, embalar os caseiros, aliás, em Braga ainda deve custar a engolir a eliminatória de há 2 anos – nesse mesmo jogo o Braga que vencia por 2-0 viria a perder por 3-2, numa reviravolta em 15 minutos, era treinador dos minhotos, na altura, Rubén Amorim.
Será sem dúvida nenhuma um jogo a ter em conta, de atenção redobrada, para a qual Carlos Carvalhal já deverá estar preparado. Um Rangers que, com ou sem Morelos, irá ser combativo e dificilmente irá deitar a toalha ao chão.
