Ugarte carrega Sporting para mais uma vitória

Jogadores leoninos festejam o primeiro golo

Créditos: Fotos retiradas da página de Facebook do Sporting

Sporting vence o Paços de Ferreira por 2-0 e diminui a diferença para o Porto, estando neste momento a três pontos à condição do líder do campeonato, uma vez que, a equipa comandada por Sérgio Conceição fecha amanhã a jornada frente ao Santa Clara, no estádio do Dragão.

No que diz respeito ao jogo em si, a primeira parte foi um pouco “morta”. As duas equipas foram especulando: o que viria a culminar num encontro um pouco debilitado de espetáculo. Foi possível deslumbrar dois conjuntos muito bem organizadas, no entanto, faltou um pouco de “sal”. A destacar, unicamente, seria o lance do golo (anotado através de grande penalidade por Sarabia), logicamente, porque desbloqueou o resultado.

Por sua vez, numa completa volta de 180 graus, a segunda parte apresentou um nível de qualidade bem superior, por momentos deu a alusão de ser um jogo completamente diferente: com mais intensidade, maior velocidade na execução dos movimentos e, respetivamente, com maior número de oportunidades e lances de perigo.

Ao olhar para o início da segunda parte – e já um pouco dentro do futebol que as equipas de César Peixoto praticam – os castores entraram em campo tendo como prioridade o momento de circular a bola, e que se comprovou com sucesso, muito graças à largura apresentada, à quantidade de opções viáveis que se revelavam ao portador da bola, onde o objetivo seria evidente: a continuidade do processo. Processo esse que surge desde o momento de sair a jogar e que culmina no momento de chegar á área contrária, que por tantas vezes gerou problemas ao Sporting – e indignação nos seus adeptos – e que não se traduziu em mais face à falta de definição no último terço do campo por parte dos castores.

Na necessidade de responder a este início “atrevido” por parte do Paços de Ferreira, o treinador leonino, Rubén Amorim, chamou a campo Ugarte e Marcus Edwards. Uma dupla alteração que modificou e baralhou por completo o jogo. Ao ingressar em campo Ugarte permitiu ao Sporting ter o rigor defensivo de Palhinha (que hoje regressou à titularidade); no entanto, e face ao ritmo de jogo que traz na bagagem, cedeu ainda à equipa toda a sua disponibilidade física, para em ataque posicional, ser determinante a queimar linhas com bola, ou mesmo, ao projetar a equipa através de passes diretos – movimento este que se traduziu no segundo golo dos leões apontado por Nuno Santos.

Já Marcus Edwards acrescentou, acima de tudo, velocidade no momento de decidir. Fosse  em situações de um para um ou em combinações com os alas. De destacar o momento em que penetra a defesa pacense e finaliza com perigo, tudo graças a um movimento sem bola de Paulinho, ao arrastar consigo parte da linha defensiva do adversário.

A esta altura do campeonato todos os pontos são preciosos e se, por momentos, o Paços de Ferreira condicionou os leões, urge com importância salientar que a equipa liderada por César Peixoto não conseguiu, ao longo dos 90 minutos, realizar um remate enquadrado à baliza, não exclusivamente por culpa própria, mas muito fruto da boa organização defensiva que, em parte, foi uma das imagens de marca dos atuais campeões nacionais na época transata e que se traduz para esta temporada.

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