
Créditos: Fotos retiradas da página de Facebook da Premier League
O confronto entre os pupilos de Klopp e de Guardiola, naquele que seria um jogo ansiado por todos os amantes do mundo de futebol, não desiludiu e foi intenso do primeiro ao último minuto. O resultado seria a repetição da primeira volta: uma igualdade a duas bolas.
No conto geral é impossível olhar para este jogo e não ficar com a ideia de que o Manchester City poderia ter muito bem vencido a partida. Os campeões ingleses foram superiores em grande parte do jogo, no entanto, a fraca pontaria do seu trio da frente e um início de segunda parte terrível, quase que ironicamente, viriam a ser a pedra no sapato dos citizens.
No que diz respeito à primeira parte foi possível ver um Liverpool, à sua imagem, forte na pressão à primeira fase de construção adversária. Uma ideia de jogo na qual os reds até têm sido eficazes, porém, com outro tipo de adversários que não o Manchester City. A equipa de Guardiola de forma subtil conseguiu, numa fase inicial, ultrapassar esta primeira linha de pressão e com bolas diretas para o trio da frente, em movimentos de ataque rápido, conseguiam igualar ou superiorizar face à linha defensiva do Liverpool e, até certo ponto, a criar verdadeiros lances de tormento para a baliza defendida por Alisson.
Nesta primeira parte, algo que também ficou evidente foi o desconforto dos visitantes em sair a jogar face à pressão que o seu adversário ia exercendo – algo em que os citizens também são exímios. Por diversas vezes foi possível ver esse desconforto com bolas nas abordagens infelizes de Arnold ou até Fabinho. Em contrapartida, na equipa caseira, Rodri cobria o campo como um verdadeiro “polvo”.
Numa primeira parte que contou com três golos, sendo um deles do internacional português Jota, destaque para a visão de jogo de João Cancelo no segundo golo do Manchester City. A visão e a capacidade raciocínio para, em segundos, face a um caudal de jogadores em situação irregular ter o discernimento de colocar a bola em Gabriel Jesus que, de forma muito astuta, ganhou as costas a Robertson e colocou a sua equipa em vantagem antes do recolher aos balneários.
No segundo tempo, a par do referido inicialmente, o Liverpool entra com tudo na retoma da partida e o Manchester City, quase que como sem resposta, vê Salah a colocar uma bola em Mané que, com um movimento na diagonal, isola-se frente a Ederson e coloca a igualdade no placar com apenas um minuto de jogo do segundo tempo.
Após este início de partida em falso, os homens de Guardiola acabariam por pegar novamente na batuta do jogo e só não viriam a vencer o mesmo face à quantidade de oportunidade desperdiçada, porém, sem evidenciar o mesmo domínio dos primeiros quarenta cinco minutos. Nesta fase do jogo, os reds surgiam com maior determinação e isso traduziu-se dentro do campo.
Um pequeno destaque para o grande jogo que Henderson realizou que, um pouco fora dos holofotes, teve uma função vital ao realizar uma marcação a homem ao internacional português Bernardo Silva. Graças a este sacrifício do capitão do Liverpool, o trio Cancelo, Bernardo e Foden – uma das maiores forças do citizens na atual temporada – não diria que foi anulado, contudo, bastante limitado, o que por si foi determinante para os reds saírem do Etihad com um empate e, olhando agora para a tabela, a apenas um ponto do atual campeonato, deixando assim tudo em aberto para as restantes jornadas.
