
Créditos: Fotos retiradas da página de Facebook do Real Madrid
O Real Madrid carimbou a passagem às meias-finais da Liga dos Campeões após bater o Chelsea por 5-4 no agregado das duas mãos. Num jogo onde os madrilenos até estiveram a perder por 3-0 e com um pé fora da competição, valeu o susto para Carlos Ancelotti visionar, refletir e corrigir uma ou outra abordagem menos positiva neste jogo.
Desde já peço desculpa não colaborar na narrativa de que foi um dos melhores jogos da história da competição – na realidade o jogo esteve muito longe disso. De facto, este teve muita emoção, aí não poderei discordar. Uma excelente iniciativa, até diria audaz na forma como Tuchel entra em jogo (algo que irie falar mais à frente), no entanto, tudo isos foi fruto da forma paupérrima como o Real Madrid encarou este jogo, em larga parte do mesmo deu indícios de quere, não gerir o resultado da primeira mão, mas de colocar o mesmo no congelador.
Ora vejamos, nos primeiros cinco ou dez minutos de jogo os madrilenos até tomaram a iniciativa do jogo e foi possível ver Vinícius Júnior, a exemplo, com forte capacidade de desequilíbrio e, desde muito cedo, a condicionar o seu rival direto, Reece James, a gastar um cartão amarelo numa fase muito precoce do jogo. Após isso? Algo surreal, o Real apenas decidiu recuar no campo para não mais sair, fora as raras exceções, do seu meio-campo defensivo. E aqui se evidencia a postura do Chelsea em campo com bola, isto ao projetar bem os seus alas e numa saída a três que – em algumas fases do jogo e isto face à passividade de pressão do seu adversário – por vezes chegou a sair com dois, sendo esta saída com bola feita por Rudiger e Thiago Silva… no meio-campo.
Foi assim, com esta oferta dos caseiros, que o Chelsea viria a chegar a criar uma diferença no placar de 3-0. Se o Real foi sempre passivo? Não. Na realidade logo após o 2-0 percebeu o perigo que enfrentavam, mas, e um pouco à circunstância da do aspeto emocional que o próprio jogo transpunha, esta missão foi quase que impossível. Por momentos o próprio Chelsea esteve mais perto do 4-0. Valeu o guarda-redes belga Courtois que, ainda antes do final do prolongamento, viria a realizar uma diferença que garantiria a vantagem e eliminatória aos espanhóis.
Deste jogo, de realçar a magia de Modric. Num momento único, através de um passe que transporta o futebol a um estado de arte, desbloqueia o jogo, quase que num lance isolado, capaz de levar a eliminatória para prolongamento, onde valeu a frescura e a capacidade física dos jogadores do Real Madrid que, por mais uma vez, guiados por Benzema, Vinícius e Modric colocam-se na fase seguinte para defrontar Manchester City ou Atlético Madrid, adversário esse que será conhecido mais logo à noite.
