Um desafio decidido pelas segundas unidades

Pizzi foi um dos revolucionários vindo do banco do Braga

Créditos: Imagens retiradas da página de Facebook da Liga Portugal

Na ressaca ao desastre de Alvalade, o Braga, de uma forma perspicaz, recebeu e bateu o Famalicão, por 4-1. Bruma e Pizzi, os internacionais portugueses que foram reforços dos arsenalistas neste mercado de inverno, entraram, vindos do banco, e impuseram o seu cunho no jogo, naquele que à primeira vista parece ser um resultado demasiado expressivo, contudo, fruto de uma boa gestão por parte dos comandados de Artur Jorge.

No início de jogo foi possível deslumbrar algum nervosismo por parte da equipa da casa, talvez pelo impacto da derrota na jornada anterior, e, nesse sentido, o maior exemplo acaba por ser o médio Uros Racic. O internacional sérvio, nos primeiros quinze minutos, andou um pouco tenso dentro do campo, tendo, inclusive, cometido uma série de erros. E é um pouco contra a maré do jogo que o Braga inaugura o marcador, num autogolo do central Mihaj, aos 22’, após tentar desviar uma bola colocada na área por Gómez. O lateral direito espanhol foi uma enorme dor de cabeça para Rubén Lima e Iván Jaime. Na realidade, o ponto positivo dos guerreiros na primeira parte foi mesmo a verticalidade que os seus laterais colocaram no jogo, criando muitas dificuldades para a formação famalicense.

Já no segundo tempo, e com algumas correções, o Famalicão aparece com as linhas bem mais altas, a procurar pressionar e, de certa forma, empurrar o Braga para o seu meio-campo defensivo. Na ânsia de prolongar o bom momento e colocar um ritmo ainda mais alto no jogo, João Pedro Sousa promove substituições, sendo Sanca, vindo do banco, a responder, na primeira vez que toca na bola, a um cruzamento de Penetra, aos 71’, desviando a bola para o fundo das redes de Matheus.  

Num verdadeiro jogo de xadrez, e em resposta ao técnico dos Famalicenses, Artur Jorge, após uma leitura das retificações necessárias, decide colocar em campo os suplentes de impacto: Pizzi e Bruma. O primeiro veio a coordenar e controlar melhor os tempos com bola, organizando e gerindo o jogo dos arsenalistas que, até então, encontrava-se um pouco desorganizado. Já Bruma, por sua vez, acrescentou profundidade, explosão e imprevisibilidade no último terço. Alavancados por este momento, e graças a um adversário demasiado focado no ataque, proporcionando, em consequência, aberturas e respetivas debilidades defensivas, de forma subtil, o Braga, em 14 minutos, marcou três golos, com um bis de Bruma e uma assistência de Pizzi, definindo o resultado final num 4-1.

Destaque do Famalicão: Colombatto

O médio argentino foi incansável. Preencheu todo-o-terreno de jogo, mostrando, ainda, forte capacidade para recuperar a bola, lançando, por passes diretos, os três homens da frente.

Destaque do Braga: Bruma

Desde agosto sem jogar, o internacional português certamente que guardará na memória o impacto que teve nesta estreia. Parte do banco, com a equipa empatada, e participa nos três golos que consumariam a vitória. O extremo chegou cheio de fome e com vontade de mostrar serviço.

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