
Créditos: Fotos retiradas da página de Facebook do Benfica
Naquela que seria uma eliminatória onde o Ajax partia claramente como o favorito, o Benfica foi a Amesterdão vencer os locais por 1-0 e carimba assim a passagem para os quartos de final. O golo do encarnado viria a surgir já na parte final do jogo, aos 77 minutos, por intermédio de Darwin, num lance proveniente de bola parada e onde Onana, guarda-redes do Ajax, fica muito mal na fotografia.
Num jogo bem delineado por parte da equipa técnica das águias, o Benfica foi a Amesterdão consciente das forças pelas quais os seus adversários se valiam e souberam, assim sendo, assumir o papel de uma equipa de sofrimento, mas com o espírito de sacrífico necessário para lograr na competição de maior prestígio do futebol mundial. Os homens de Nélson Veríssimo deram a bola aos holandeses e defenderam de forma acirrada e corajosa o seu meio-campo defensivo, no entanto, sempre com um olho a um possível contra-ataque ou um lance de bola parada que poderia vir a determinar a eliminatória, tal como aconteceu.
Quanto aos homens de Ten Hag comprovaram que o ter bola não é o mais importante, mas sim o que saber fazer com ela. O Ajax teve 69% da posse da bola, contudo, em nenhum momento, à exceção do lance final, criaram uma ameaça séria às redes defendidas por Odyessas. Os holandeses demonstraram serem capazes de ter bola e de criar movimentos ofensivos capazes de chegar à área adversária, mas sem capacidade de serem incisivos e eficazes no momento de definir no último terço ou, por outras palavras, com capacidade de ferir o seu adversário.
Esta terá sido uma eliminatória muito interessante para verificar como irá evoluir a situação do Benfica para a restante temporada. Se por um lado a vertente económica já está mais que realizada, no espectro desportivo a coisa já não parece tão favorável.
Quanto ao Ajax teve uma eliminatória muito interessante para crescer enquanto equipa e limar a mesma para, através deste tipo de experiências, surgir na próxima época com possíveis respostas a momentos de jogo nos quais mostrou ser ainda uma equipa muito “inocente”.
